domingo, 3 de junho de 2007

ESPECIAL: COLÁGENO

Disciplina: Histologia


O colégeno é uma proteína bastante importante na vida humana, é um provavel causador do envelhecimento humano e tem sido muito comum escutar falar-se nele, principalmente por empresas de cosméticos que o retira de bovinos para fazer cremes para pele. Por isso, achei interessante fazer um especial aqui no blog falando sobre sua composição, função, síntese, carência, reposição e seus mais diversos tipos.

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O colágeno, ou gelatina, é uma classe de proteínas bastante abundante do organismo humano, representando cerca de 30% de sua proteína total. Existem, no homem, pelo menos 28 tipos de colágeno de diferentes funções.

A molécula de colágeno é formada pelos aminoácidos glicina e prolina, assim como por mais dois aminoácidos que são modificados após serem colocados pelos ribossomos: a hidroxiprolina e a hidroxilisina. Esses dois últimos são derivados respectivamente da prolina e da lisina através de processos enzimáticos que são dependentes da vitamina C. Por esse motivo, a deficiência dessa vitamina leva ao escorbuto, uma doença relacionada a problemas na síntese do colágeno. Causa muita hemorragia.

O colágeno possui uma função primordialmente estrutural, ele proporciona sustentação às células, mantendo-as unidas, e é o principal componente protéico de órgãos como a pele, ossos, cartilagens, ligamentos e tendões.

O colágeno é produzido normalmente no nosso organismo desde que nascemos. Estudos mostram que a partir dos 30 anos, o corpo sofre uma perda de colágeno por volta de 1% por ano, e aos 50, passa a produzir apenas uma média 35% do colágeno necessário para os órgãos de sustentação.

Além da queda contínua da produção desta proteína, as pessoas têm se alimentado muito mal, substituindo alimentos ricos em vitaminas e proteínas por baganas ou gorduras.

Quando o indivíduo é jovem, não é possível notar essa carência, mas a partir de quando ele entra na fase da maturidade é possível notar a a falta que o colágeno faz no organismo. As fraturas são mais freqüentes, porque a densidade dos ossos diminui, as articulações e ligamentos perdem sua elasticidade e força, e a cartilagem que envolve as articulações fica frágil e porosa. A deficiência de colágeno está também associada com a diminuição da espessura do fio capilar e com a desidratação e perda de elasticidade da pele, culminando em flacidez e no aparecimento de rugas e estrias.

As mulheres são as que mais sofrem com a perda de colágeno, pois apresentam uma quantidade menor desta proteína no corpo, comparativamente aos homens. Além disso, a deficiência de estrogênio que ocorre no sexo feminino por volta dos 45-50 anos faz com que haja uma diminuição da quantidade de fibroblastos, células responsáveis pela produção do colágeno, que junto com a elastina, compõem a trama de sustentação da pele.

Toda essa mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e leva a uma menor capacidade de retenção de água pelas células, além de desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem a oleosidade que protege a pele como um filtro natural. Sem a mesma irrigação e hidratação a pele fica seca, enrugada e flácida, quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações e aos efeitos da exposição solar. Pequenos cortes levarão tempo para cicatrizar e as manchas irão proliferar com rapidez.

Estima-se que com a menopausa haja uma perda média anual de 2% de colágeno. A velocidade do processo vai depender da presença de fatores de risco como o tempo que a pele foi exposta ao sol ao longo da vida e o hábito do tabagismo. Estudos mostram que o cigarro pode aumentar de duas a três vezes o número de rugas em mulheres de cor branca de meia-idade, ao reduzir muito a irrigação sanguínea das camadas que formam a pele.

2 comentários:

Diego disse...

Tenho 21 anos,
A pele no meu rosto esta flacida!
Isso me incomoda.
Treino semanalmente em academia. Iniciei uma suprimentação de Whey protein,
A algum problema em
tomar capsulas de colageneo? E isso ajudaria minha pele ficar mais firme?

Lya Suryadeks disse...

Não adianta comer proteínas específicas pensando que elas vão melhorar sua função em determinada coisa. O organismo vai digeri-la, transforma-las em suas unidades básica (aminoácidos) para poder absorve-las, só depois que o organismo vai escolher que tipo de proteína vai sintetizar. Ou seja, pode ser colágeno, elastina, enzimas, imunoglobulinas ou o que for. Muito mais prático é ter uma alimentação saudável que vai dar no mesmo e é muito mais prazeroso, não acha?
Quanto a suplementação, se você não for atleta de elite, coma feijão com arroz que é melhor para seu organismo.